(escrito ao som de “Restart”).
Sabe-se que a grande maioria das pessoas multicoloridas é assim não por gostar disso, mas por seguir um paradigma exposto atualmente em todos os ciclos de amizades e tipos de meios de comunicação; é uma moda “cool” preenchida com sentimentos quase comunistas; no sentido mais igualitário da palavra. Raissa vê Fiuk. Fiuk veste calças verdes e camisas roxas. Raissa, então, passa a vestir-se de calças roxas e camisas verdes. E é tão óbvia essa ligação que até mesmo o bom senso torna-se fator ainda mais reduzido que a opinião própria. Quem não percebe essa manipulação exercida pela mídia não percebe porque não quer, e prefere manter-se na tal “moda”. E se não bastasse somente o fato de ser brega a combinação de cores e modelos, as justificativas continuam sendo as mesmas, alegando o fato (digo isso em forma paradoxal, porque na verdade é uma mentira) de acharem bonito, e a opinião própria que deveria contestar isso já foi diluída em pensamentos “modernos”. Idem o bom senso.
Outro dia me vi perguntando a uma amiga o que Fresno, por exemplo, tinha de diferenciado, algo que tornasse-os realmente bons, e ela simplesmente respondeu que as músicas tinham a ver com os sentimentos dela. Parando para pensar, nesse caso, levando em conta que a única coisa importante é a demonstração de sentimentos na letra, e desconsiderando por fim qualquer seguimento harmonioso, bonito, melodioso etc, essa minha amiga é obrigada a gostar de outras bandas powerfull, que dizem exatamente a mesma coisa em todas as letras. Não é difícil perceber que a mensagem de todas as músicas é igual, e o que as diferencia é a troca de uma ou outra palavra. A sequencia de acordes, a batida... enfim, tudo da mesma maneira para conquistar mais corações aborrecentes que não encontram uma base sentimental a que se apoiarem (e daí as consideradas famílias).
Mas o pior de tudo não é essa unilateralidade supracitada, mas sim as conseqüências dela na vida cultural de uma pessoa. Já banhados por esses resquícios modernistas de música sobre sentimentos, muitos coloridos passam então a condenar o que é antigo, até mesmo coisas vistas em meios culturais; em outras palavras, que agem na nossa cultura brasileira. Obviamente que não são somente os coloridos os que remetem a Caetano Veloso, por exemplo, com tanto escárnio a ponto de colocá-lo num patamar abaixo de NX-Zero, mas esses fazem com uma naturalidade e uma falta de argumento tão vaga e imbecil que só me resta constatar uma coisa: Fodam-se vocês, coloridos.
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
As cores
Postado por
luiz fernando
às
19:42
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